sábado, 17 de abril de 2010

Apontamentos gramaticais I- O Sujeito e as Funções sintácticas internas ao Predicado

Iniciámos o terceiro período, a nível gramatical, falando de sintaxe:

- Frase Simples;

- Sujeito;
- Predicado;

-Tipos de Sujeito;

- Complementos internos ao Predicado;
- Complemento directo;
-Complemento indirecto;
- Predicativo do Sujeito.


Para facilitar o estudo, para uns,
e para "arrumar" as ideias, para outros,
 sugere-se a consulta dos seguintes apontamentos:



Bom Estudo!

terça-feira, 13 de abril de 2010

"Seis Contos de Eça de Queirós" recontados por Luísa Ducla Soares

1º Leitura integral dos 6 contos




A Aia


“Era uma vez um rei, moço e valente, que partiu a batalhar (…)”
Valia a pena
clicar (sequências narrativas)
 clicar (resumos)
clicar (categorias da narrativa ...)

O Tesouro


“Os três irmãos Rui, Guanes e Rostabal eram os fidalgos mais pobres do Reino das Astúrias.”



O Defunto


No ano de 1474 foi viver para Segóvia um moço cavaleiro chamado D. Rui de Cardenas.”



Frei Genebro


“Em tempos que já lá vão, havia um frade chamado Genebro.”



Civilização


“Eu tenho um amigo chamado Jacinto que nasceu num palácio e vive dos rendimentos.”



O Suave Milagre


“Nesse tempo, ainda Jesus não saíra da Galileia mas já a nova dos seus milagres chegara a outras terras.”



Vale a pena escrever...
... a sinopse:
Neste pequeno livro,  Luisa Ducla Soares presta uma homenagem "ao maior dos ficcionistas  de língua portuguesa", aquando do centenário da sua morte. Seleciona e reconta seis dos contos, escritos por Eça de Queirós. 
A Aia é...






Vale a pena ler...

... o prefácio (excertos)

Embora a temática, o fio narrativo, o estilo, o humor de várias das suas obras sejam susceptíveis de atrair os jovens, a elaboração e uma relativa complexidade tornam-nas dificilmente acessíveis a estes.

Seleccionei alguns contos, procurando, na medida do possível, que a adaptação fosse fiel ao espírito e características da prosa de Eça de Queirós.

A essência de um autor é ele próprio e, como leitora e fã de Eça de Queirós, não pude deixar de experimentar certa sensação de sacrilégio ao fazer este trabalho. Mas animou-me a ideia de facilitar uma aproximação, um contacto entre os jovens, ou os menos dados a leituras, e o grande escritor.









Repara nos links sinalizados. Clica e lê! Além disso, consulta os blogues dos alunos que se encontram no PILP.


2º  Biografia

     Biobibliografia             Luísa Ducla Soares
http://wiki.ued.ipleiria.pt/wikiEducacao/index.php/SOARES,_Lu%C3%ADsa_Ducla

     Autobiografia

                                            


      




3º Características do conto de autor



Conto 
Tipo de narrativa que se opõe, pela extensão,
 quer à novela, quer ao romance.



- narrativa pouco extensa / pequena

- reduzido número de personagens;

- concentração do espaço e do tempo
(espaço - é quase sempre limitado: uma casa; um lugar, uma rua...
 tempo - é normalmente determinado /os acontecimentos passam-se em horas ou dias.);

- acção simples que decorre de forma mais ou menos linear;

diálogo é o modo de apresentação do discurso que aparece com frequência.






»»Embora o conto seja hoje uma forma literária reconhecida e utilizada por inúmeros escritores, começou por ser um relato simples (origem popular) e despretensioso de situações imaginárias, destinado a ocupar os momentos de lazer.
 Um contador de histórias narra a um auditório reduzido e familiar um episódio considerado interessante. Os constrangimentos de tempo, a simplicidade da assembleia e as limitações da memória impõem que a "história" seja curta.
Essas mesmas circunstâncias determinam, como já vimos, a limitação do número de personagens, a sua caracterização vaga e estereotipada, a redução e imprecisão das referências espaciais e temporais, bem como a simplificação da acção.
 Na realidade ele constitui uma criação colectiva, dado que cada "contador" lhe introduz inevitavelmente pequenas alterações ("Quem conta um conto, acrescenta um ponto.").








4º Trabalhos de grupo
Eça de Queirós contou… Luísa Ducla Soares recontou… o 7º ano estudou…

 Orientações para a realização dos trabalhos:




Após ter sido feita pelo grupo-turma a leitura integral de todos os contos, nas primeiras aulas, cada grupo de 4 elementos (a quem foi atribuído um determinado conto) deve proceder à:

  • resolução das actividades propostas nas fichas de leitura afixadas abaixo;

  • elaboração do resumo do conto (relembrar as regras/técnicas e fases para fazer o resumo estudadas e praticadas nas aulas

      ou   
  • preparação da dramatização do conto para apresentares à turma;

  • relação de intertextualidade (pontos semelhantes e/ou diferentes quanto ao tema) entre o conto e uma imagem ou poema seleccionado pelo grupo.
Para te auxiliar nesta relação de intertextualidade, apresenta-se, de seguida, um quadro que poderá servir de referência para o registo a fazer.


 Nesta fase de realização do trabalho, deves ter em consideração:

- A organização do trabalho que irás apresentar à turma;

Sugestão da professora:
» 1º Introdução
Apresentação do conto/título e tema;

» 2º Desenvolvimento
Apresentação da ficha de leitura, do resumo (podendo explicar a técnica/as fases) ou dramatização e, finalmente, da relação de intertextualidade;

» 3º Conclusão
Registo de emoções e impressões sobre o conto estudado.




-O suporte de registo a escolher para depois apresentares o trabalho à turma
(o blogue pode ser o suporte escolhido..., o quadro,,. o papel... powerpoint... acetatos);




Avaliação dos trabalhos


Grelhas de Avaliação
BOM TRABALHO!





Fichas de Leitura


ANO LETIVO 2010-2011
TRABALHOS DOS ALUNOS... VER CRIAÇÃO EM AÇÃO

sábado, 20 de março de 2010

Chegamos à aula 100, no 2º período...

Na aula 100, o sumário é diferente...
Surgem de seguida os temas/actividades que vão comandar a aula:



1º Cartoon (vai abrir o caminho para actividades do 3º período e não só)




















2º Vê como és uma pessoa importante:
Clica
http://www.star28.net/snow.html http://www.star28.net/snow.html,
Digita o teu nome, sem usares acentuação, clica em 'submit '.
Espera um pouco... SURPRESA!...



3º Lê sobre a origem e significado do teu nome:




4º Vê qual é a tua árvore:

segunda-feira, 15 de março de 2010

Discurso Directo e Discurso Indirecto

Aqui está mais um assunto que te é familiar!

Repara que na obra,"O Cavaleiro da Dinamarca", a narracção predomina. Sabemos da história/acção através de um narrador.
Na obra "Leandro, rei da Helíria", sabemos da acção pelas palavras das próprias personagens, através do diálogo que predomina neste texto dramático.
Ora, o discurso directo está mais presente em que obra? e o discuso indirecto?

 Para relembrar:



Esta informação serve para:

1º - Veres os exemplos que te são apresentados;
2º - Veres o quadro comparativo (ou este), que só conseguirás compreender e perceber se está completo e correcto, depois de...

            ... clicares no link que surge no final (ou se preferires aqui) e
                 leres e perceberes os exemplos que estão na primeira página;
                 fazeres os exercícios da última página.

sábado, 27 de fevereiro de 2010

O SONHO da professora...

Este tema tem dominado as nossas aulas de Língua Portuguesa ultimamente, nos textos de autor, nos textos produzidos em Oficina de Escrita, nas imagens, na prova escrita...

Deixo aqui um vídeo para ver "com olhos de ler".
Dedico-o a todos os meus alunos, sem excepção, esperando que entendam aquilo que, desde que os conheci, procuro transmitir sempre que estou com eles...

Talvez estas palavras lhes toquem, pois as da professora nem sempre têm acesso e sucesso...

Aguardo, pacientemente...




E ainda...
...

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Formação das palavras

Nas provas escritas de avaliação de Língua Portuguesa, costuma aparecer sempre  um quadro de preeenchimento sobre  família de palavras.



1º - Está atento e relembra, ao ler as apresentações que surgem de seguida, a formação de palavras

2º- Esclarecimentos necessários devido a alterações advindas dos Novos Programas de Português do Ensino Básico (PPEB)

2.1. Temos 2 Processos morfológicos de Formação das Palavras complexas.
A partir de um radical  e/ou base - o que designávamos de palavra primitiva ( infeliz)

1 - DERIVAÇÂO
 ( com adição de afixos / sem adição de afixos  )

Nota: os afixos são os prefixos e os sufixos  e interfixos 

2 - COMPOSIÇÂO




DERIVAÇÂO
(com adição de afixos derivacionais )
Por Afixação
palavras derivadas por prefixação  - desatento
 palavras derivadas por sufixação - mentiroso
 palavras derivadas por parissíntese - entardecer






2- COMPOSIÇÂO
MORFOSINTÁCTICA  (palavra + palavra)
guarda-chuva
via láctea



COMPOSIÇÂO
MORFOLÒGICA (radical + radical  ou radical + palavra)

bisavó
automóvel
agricultura





NOTA:
 Os processos irregulares de formação de palavras serão estudados mais tarde: Onomatopeia; Sigla; Acrónimo; Amalgama; Trucação; Empréstimo; Extensão semântica.




 - Tenta resolver este exercício. Clica aqui!

Outro desafio:

(sem adição de afixos derivacionais )
Por derivação não-afixal
chora » choro

Por conversão (ou derivação imprópria)
jantar (N)  / Jantar (v)

Ainda mais outro exercício para resolver...

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Textos falam uns com os outros... INTERTEXTUALIDADE

Chama-se intertextualidade à relação que podemos estabelecer entre textos expressos por diferentes linguagens.



Se num texto eu vejo partes entre aspas e com notas a indicar o autor e o livro donde se extraiu a citação, então aqui está explícita a intertextualidade.


Normalmente nos textos literários, a citação de outros textos é implícita, ou seja, um poeta ou romancista não indica o autor e a obra donde retira as passagens citadas, pois pressupõe que o leitor compartilhe com ele um mesmo conjunto de informações a respeito de obras que compõem um determinado universo cultural. Há necessidade de ler muito!! Quanto mais conhecermos, melhor nos apercebemos das relações/diálogos entre textos.

Bem, eis aí a importância de ler sempre. Assim como as palavras de um texto não se juntam de forma isolada, os livros não são escritos ao acaso. Toda obra é fruto de influências contidas nas leituras anteriores de quem escreveu.



No último teste de avaliação de Língua Portuguesa, o texto A (excerto do livro "Leandro, rei da Helíria" - texto literário)  e o texto B (excerto de um texto informativo sobre a interpretação dos sonhos) eram diferentes na forma, mas semelhantes no conteúdo/tema.
Podemos dizer que dialogavam um com o outro, pois ambos falavam de sonho e do seu significado.


CONCLUSÃO


1- Textos verbais, pela palavra
      Textos icónicos/visuais, pela imagem
     "Textos" auditivos, pelo som e pela música...

                                            ...não existem isolados, integram um todo.


2- A  ligação ou interacção de sentido entre vários tipos de texto que resulta de uma leitura comparada chama-se intertextualidade



3- Intertextualidade:

-Formal ou estrutural
(textos com a mesma forma, mas temas diversos)

-Temática
(o mesmo tema é abordado em perspectivas diferentes e por diversos tipos de texto)

 





APLICAÇÃO

1º- A partir da Leitura Comparada dos dois textos poéticos que se seguem, realiza a análise intertextual

Nota:
Antes da leitura dos dois textos poéticos (texto literário)/ poema 1 e poema 2 que se seguem, relembra as características do texto poético:




ORIENTAÇÕES:
Lê os dois textos e, depois, procura analisá-los seguindo os tópicos que se seguem:

  •  Pontos de relação ou “diálogo”entre Poema 1  e Poema 2

- Intertextualidade temática /Tema

Semelhanças:
Diferenças:



- Intertextualidade formal ou estrutural /Forma


Semelhanças:
Diferenças:



 
Poema 1

O SONHO


Pelo sonho é que vamos,

Comovidos e mudos.

Chegamos? Não chegamos?

Haja ou não frutos,

Pelo Sonho é que vamos.



Basta a fé no que temos.

Basta a esperança naquilo

Que talvez não teremos.

Basta que a alma demos,

Com a mesma alegria, ao que é do dia-a-dia.



Chegamos? Não chegamos?



-Partimos. Vamos. Somos.

 


Sebastião da Gama







Poema 2

Pedra filosofal


Eles não sabem que o sonho

é uma constante da vida

tão concreta e definida

como outra coisa qualquer,

como esta pedra cinzenta

em que me sento e descanso,

como este ribeiro manso,

em serenos sobressaltos

como estes pinheiros altos

que em verde e ouro se agitam

como estas aves que gritam

em bebedeiras de azul.



Eles não sabem que o sonho

é vinho, é espuma. é fermento,

bichinho alacre e sedento.

de focinho pontiagudo,

que fossa através de tudo

num perpétuo movimento.



Eles não sabem que o sonho

é tela, é cor, é pincel,

base, fuste, capitel.

arco em ogiva, vitral,

pináculo de catedral,

contraponto, sinfonia,

máscara grega, magia,

que é retorta de alquimista,

mapa do mundo distante,

rosa dos ventos, Infante,

caravela quinhentista,

que é Cabo da Boa Esperança,

ouro, canela, marfim,

florete de espadachim,

bastidor, passo de dança.,

Colombina e Arlequim,

passarola voadora,

para-raios, locomotiva,

barco de proa festiva,

alto-forno, geradora,

cisão do átomo, radar,

ultra som televisão

desembarque em foguetão

na superfície lunar.



Eles não sabem, nem sonham,

que o sonho comanda a vida.

Que sempre que um homem sonha

o mundo pula e avança

como bola colorida

entre a mãos de uma criança.

António Gedeão



*(A pedra filosofal é a substância mágica da alquimia que permite a transmutação dos metais, a cura de todas as doenças e a imortalidade. Infelizmente, como muitas outras maravilhas sonhadas pelos alquimistas, esta substância só existe na imaginação.)

(ver pág.249 do Manual de L. Portuguesa)

DESAFIO

Tenta fazer a análise intertextual, relacionando um destes poemas com uma cena à tua escolha do texto dramático "Leandro, rei da Helíria".